segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Fim...

O fim é uma pedra que se carrega no peito. É escuro, deprimente, obsessivo, doloroso. É inquietante, rebaixa-nos, faz-nos rastejar e descer à cave de nós.
Agora, a largos passos do que fui e do meu fim, vejo que o fim é sobrevalorizado.
O fim, ao fim de contas feitas, dá-nos um pontapé. Após o primeiro murro no estômago que nos faz recuar, o fim acaba por nos dar um pontapé que nos faz avançar rumo a novos caminhos. O fim é um tipo sem personalidade que nunca chega a ser mesmo o final. Ninguém vive para sempre num fim!

Queimem-se as recordações, muralhem-se as cidades, apaguem-se as pegadas, deixe-se de olhar por cima do ombro, adaptem-se às novas condições. Tranquem-se as portas e enterrem-se as chaves para nunca mais voltar aos mesmos quartos e aos mesmos fins.
São os maus momentos que nos fazem conhecer grandes pessoas, e é nesta viagem que nos apercebemos que nem tudo é comprado com dinheiro.
Aproximar de umas e afastar de outras é um ciclo que agora faz todo o sentido.

O fim é só o primeiro passo para novos começos. Novos sorrisos, novas pessoas, novas experiências, novos locais, novas cumplicidades, novas partilhas, novas viagens!
E ainda bem que assim é....

[Esta lição de vida também serve para ti ]

2 comentários:

Sara M. disse...

também quero acreditar que sim :)
é mesmo isso.

*

Sávio Fernandes disse...

O fim é só o primeiro passo para novos começos. Novos sorrisos, novas pessoas, novas experiências, novos locais, novas cumplicidades, novas partilhas, novas viagens!
E ainda bem que assim é....


Que belo princípio. Mas aqui entre nós, confesso que ali pelo meio, até engoli em seco. d:

Bjs XL.