terça-feira, 19 de outubro de 2010

Estou mesmo convicta que amar compensa sempre...mesmo quando dói.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A vida é feita de escolhas com picos. Nada é definitivo, fechado ou inalterável. Há a convicção e a certeza, mas também o arrependimento e a saudade. Há timming. Acima de tudo há a força de lutar, de remar contra a maré.
Passaram-se vários dias iguais, em que nada acontecia para além do voar de vagas imagens e contorções no peito.
Hoje agi. E às vezes o mais importante não é o julgamento e as consequências, mas a coragem. Hoje fui, hoje vi, hoje disse, hoje senti de perto. E também hoje as coisas estavam iguais. A mesma expressão, o mesmo olhar, o mesmo sorriso, o mesmo tom de voz, a mesma ironia, o mesmo abraço.
Hoje eu fui, hoje eu fiz, hoje eu aconteci....mesmo que amanhã me arrependa.

Hoje vou dormir com a consciência bem aconchegada na almofada.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sinto-me uma eterna ingrata.
Quando não se passa nada levo a cabeça às paredes. Quando se passa tudo ao mesmo tempo não sei por onde respirar.
Diz que há notícias boas, sim. Trabalho, muito trabalho. Diz que há notícias más, afinal pode ser durante menos tempo que o previsto.
Diz que há segredos biológicos quase a ser revelados. E um orgulho e um amor do tamanho do mundo a crescer ao dia.
Diz que há obstáculos a passar do prazo, e eu ainda não os consegui ultrapassar. E encontro imediatos guardados no bolso, ou nas paredes onde tudo começou.
E há as pessoas de sempre, as coisas de todos os dias, que às vezes não dizem nada, e outras enchem e aquecem o coração.
E mesmo assim, continuo uma eterna insatisfeita.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Começo a preocupar-me com a alergia que ando a criar a pessoas, vulgo pó!
Odeio pessoas más, e estúpidas e arrogantes, mas também as outras que só respiram e são complicadas....
E quando o mundo inteiro cheira a queimado, devo ser eu a arder.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Note to self

Lembra-te, especialmente nos dias maus, que tens a vida que escolheste.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Um dia vou guardar-te onde mereces estar. Bem no fundo da caixa daquela música que as lágrimas ainda não suportam ouvir.
Porque naquela noite, naquela rua, a vida acompanhou a descida da calçada.
O mundo congelou à minha volta e o brilho da lua encadeou o pensamento.
As notícias deixaram de ser boas e o amanhã deixou de ser perto.
Os sorrisos deixaram de ser abertos e o coração apertou-se contra o peito. Esmagado.
Não era para sempre, mas um dia, mais perto do que esperava que esse dia viesse...eu deixei de ser eu...feliz.
Os dias passaram a ser só mais uns dias, as horas foram-se arrastando com o peso da mágoa preso aos pés.
Naquela noite, tu correste rua abaixo, e eu fui ficando para trás...
O tempo parou. O mundo não se mexeu. E eu, sem dar conta, ali fiquei. E fui-me moendo, e desfazendo em pó. E fui-me misturando com a gente que passa e com a pedra da calçada. E hoje, não sou eu, sou só poeira.
Mas um dia, vais aprender por ti, que as palavras não devem voar em vão. Os sentimentos não devem ser mascarados. As saudades não devem ser reprimidas. O amor não deve ser triste. A raiva não deve ser constante. Um dia vais aprender por ti, que as dores agudas do peito são evitáveis.
E esse dia vai chegar...


Quando também tu fores nada.
E quando estas palavras forem memórias.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Há coisas que não se compram. Não se vendem. Mas deviam!
Porque às vezes precisamos de coisas importantes e de preferência com a rapidez com que as tiramos da prateleira no supermercado.

Comprar:
- um raminho de orgulho;
- 200 gramas de amor próprio;
- uma lata de juízo;
- 30 kg de esquecimento;
- 4 litros de resposta à altura;
- 2 pacotes de esperança;
- 60 caixas de paciência;
- 750 gramas de um coração fechadinho;

Era terem disto por lá e eu era bem mais feliz.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Era um estado de histeria. Daqueles que não deixa as crianças dormir durante a noite. Era esse tipo de histeria inocente que lhe pousava na almofada, porque tudo era perfeito. Tudo era como nos filmes. Tudo tinha um final feliz. Finalmente ela era feliz, como não se lembrava de nunca ter sido. A histeria deu lugar a um coração apertado e a longas esperas sentada no passeio. Olhava o alcatrão e esperava-o. Olhava em todas as direcções e esperava. Desesperava. Respirava fundo e a sombra aproximava-se tentado assustá-la. Sorria. Comprava-a. Levava-a. E ela deixava-se ir. Seguia-o. Adorava-o. Deu-lhe um lugar especial e dizia-lhe coisas, daquelas que provocam revoluções no estômago e dão pontapés no coração. E a história repetia-se.
Ela continuava a esperar mas ninguém aparecia. Ela continuava a acreditar quando já não havia nada a fazer. Ela continuava a ter esperança quando não havia respeito. E um dia acordou. Percebeu que a felicidade vem em pequenas quantidades, muito restritas, muito controladas. Que há sempre um pé que deve assentar atrás. Percebeu que não há mais lugares a histerias. Que histeria é sinal de mágoa, de dor, de lágrimas. Percebeu que não pode haver tanto apego e consideração. Que se deve dar menos e desconfiar ainda mais.
Um dia percebeu que os filmes são só na sua cabeça....

... e quando assim é, não há espaço para alugar a finais felizes.

Post estilo pacote de açúcar

Um dia vou voltar a escrever no meu velhinho blog.



Hoje, ainda não, é o dia.

domingo, 25 de abril de 2010

A cegueira rouba-nos a sensatez. A ansiedade rasga-nos o orgulho. O desespero quebra o nós em dois. É estranho que passemos a ser estranhos quando, no fundo, nunca deixamos de o ser. Mas é mais estranho ainda que tudo aconteça sem aviso. A desilusão desgasta o coração, como as pedras batidas pelas ondas. E cansa. E dói. E mói. Mas não mata. Não matou antes, não agora, e provavelmente nunca.
Sou arrastada nas teias que te demovem da vontade de seguir em frente. Vou nessa maré de angústia e indefinições que criaste. E acordas um dia, Nero, e decides que o mundo tem de arder. E proteges-me como me matas. E deixas-me presa nas tuas palavras, nas minhas lágrimas, nas nossas esperanças... Queimas um futuro, em troca de um sabe-se lá. E eu espero. E os dias passam. E a saudade aumenta, e com ela a indiferença.
E um dia acordas, Fénix, e decides voar e rumas por caminhos novos... mas ardidos...

E deixas-me sozinha nas cinzas quentes que decidiste atear.

quarta-feira, 10 de março de 2010

22 anos e uma moca de zirtec... há gente com sorte :)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Talvez amanhã seja um dia melhor.
Talvez amanhã seja diferente.
Mas, se não for, quero acabar o amanhã com a certeza de que as coisas duram o tempo em que fazem sentido.
As pessoas entram e saem da vida umas das outras com um propósito, uma lição, uma memória...
E quero sentir, se for amanhã, que valeu a pena enquanto durou.
E o propósito foi sentir-me viva, e feliz e triste, e confusa, e segura, e insegura.
Essencialmente, sentir-me.
Acima de tudo, quero ter a coragem de dizer que sou frágil, que também quebro, que não sei tudo, e que não posso controlar as vontades que não são minhas.
O meu coração é grande, e os ombros largos, mas às vezes isso parece não bastar...
Por isso, amanhã logo se verá...

Por hoje fico com a consciência de que nem todas as estórias têm um final feliz.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cap I - A noite do Baile

Como em todas as estórias...

Era uma vez...

...uma rapariga que trabalhava muito, muito (e não, não é a Gata Borralheira!). Essa rapariga tinha feito amigos novos porque o seu muito, muito trabalho, não lhe permitia ter vida social fora do Reino da Venda do Pinheiro.
Certo dia, (ou noite como queiram, se bem que acho que era mais fim de tarde...) apareceu um Príncipe das Arábias, que se apresentava não de turbante mas de gravata (muito mais hot!). A Fadinha, amiga do Príncipe, depressa o apresentou à rapariga. Falaram sobre não-faço-a-mínima-ideia e ao que parece o decote da rapariga teve impacto e o sorriso dele também (mas ela só se apercebeu disso uns dias depois...).
A rapariga, ocupada em tirar película aderente de alcatifa branca numa noite de chuva para receber os convidados para a gala, com os nervos em franja porque o seu muito, muito trabalho estava prestar a acabar às doze badaladas (esta parte não é mesmo ficção!) e porque achava que ia ter sorte nessa noite (ainda bem que se enganou), lá andava na sua vidinha sem passar cartão ao Príncipe.
O muito, muito trabalho prolongou-se mais 3horas que as doze badaladas, e quase todos foram pró after party noutro Reino. A rapariga e as restantes donzelas ficaram a tratar de questões de produção no Castelo da ML. Entretanto, quando tiveram ordem das Chefes Superiores da Força de Intervenção e Produção deram corda aos sapatinhos e lá foram elas loreal a puvide. A rapariga e a fadinha decidiram começar um novo ano com boas acções e por isso trouxeram a abóbora de um pobre Pelintra com problemas de pigmentação (ou apenas mal tingido).
Quando chegaram ao Reino da Festarola foram encontrar-se com outros súbditos, e reuniram-se todos numa espécie de grito de libertação com muito àlcool já consumido.
A rapariga e a fadinha enfiaram-se no coche do Sr. Consciente com o Príncipe e o Pelintra e lá foram rumo ao spot decidido de forma democrática (eu queria ir pra lá e fomos todos...foi basicamente este o critério).
A rapariga não se lembra de pormenores da viagem, apenas e só devido ao cansaço, e não por questões de fluxo sanguíneo a boiar em vodka, de qualquer forma consta que existem fotos bastante explícitas da palhaçada de viagem que foi.
Ao chegarem ao spot, e depois de estarem 15 minutos ao frio e a levar com chuvinha na fronha só porque sim, estava a milícia armada a controlar as entradas. Ao olhar para o nosso grupo cheio de gente bonita, o capanga exclamou:
- "São 240 euros por pessoa"
ao que o Príncipe, que a rapariga desconhecia até então ter uma veia saliente de palhacinho, respondeu:
- "Atão amigo?! O Natal correu-te mal? Não tiveste as prendinhas que querias?"
Como pessoas influentes que são no Reino da Party acabaram por entrar pla porta do cavalo, com tudo à pala e com um ar de escárnio perante a cara do tótó do portas.
Já no interior do Salão de Baile, havia um elemento da censura a recriminar e a punir gravemente quem fumasse 2 cm antes das colunas, sendo que o que dividia a zona de fumadores e não fumadores era uma linha imaginária...
Lá dentro a relação foi recíproca: a rapariga não ligou népia ao Príncipe que estava com o Pelintra, e ao que parece estes dois também estavam bem acompanhados. E nunca mais se viram nessa noite....
A rapariga voltou para casa com o Sr. Consciente e com a Fadinha ao amanhecer. Dormiu 2horinhas, só o tempo de se certificar que não iria adormecer com a cara no prato no primeiro almoço do ano, junto da corte real.


To be continued (se tiver paciência e imaginação)
Ela - "Sim ou não?!"
Ele - "Sim, sim..."
Ela - "Mas sim mesmo?!"
Ele - "Epa sim, sim!"

Ela - "E tu? Sim ou não?!"
Eu - "Sim ou não, o quê?"
Ela - "Sim ou não?!"
Eu - "Epa...talvez"
Ela - "Ahahah lindo! Temos o caldinho feito!"

E assim se começam novas ligações, porque as coisas mais improváveis acontecem de forma simples... e cómica!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ah porque eu sou forte.
E a mim ninguém me volta a abalar.
Porque
eu agora sou muito segura de mim.
E sei o que quero.



Bullshit

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

É uma questão de segundos...

...até eu hiperventilar
Porque a P. diz que sou 'sicko' e que tenho que o deixar respirar. E porque eu sei que ela tem razão. E porque a A. me diz que o trabalho precário tinha que acabar, mais tarde ou mais cedo. E eu sei que sim, mas vou ter saudades. E porque a T. me disse que interpretei mal as coisas que não era bem aquilo que ele queria dizer e que já não sabe o que me dizer para me animar. E talvez seja, mas a minha insegurança tremeu mais um bocadinho. E porque não sei se estou preparada para começar do zero, em relação a tudo. E porque eu ligo e ele não atende. E porque já estou a sofrer por antecipação e algo me diz que vou ter mais um aniversário merdoso à brava. E porque há guerra no mundo. E porque há crianças a morrer. E porque sou parva e tenho tido tempo a mais para fazer filmes, ainda que nenhum vendável a uma produtora.

Mas principalmente porque tudo é tão perfeito, que não quero perder. E porque a ausência dói como se fossem facadinhas no peito...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dia de São Coiso

Pois então diz que hoje é Dia dos Namorados e de São Valentim e essas panisguices todas...
Este é um daqueles dias "estranhos". Seguindo o estilo do Natal (e claramente não me refiro apenas aos presentes) há toda uma simpatia de época generalizada, a meu ver meio fake.
Em resumo, este dia serve de pretexto aos casalinhos para fazerem o amor, aos deprimidos para cortar os pulsos, e aos lojistas para entrar dinheiro em caixa...
Nunca dei muito valor a este dia, mas confesso que este ano até foi especial...
E sim, tenho uma veia de velho do Restelo, e um guilty na testa porque também cedi ao amor capitalista.
Mas o mais importante é que não ando deprimida... :)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Por aqui tem-se vivido entre o caos e a passividade...
A vida tem dado umas voltas ultimamente e sinto que está tudo "muito no ar". Aproximam-se novas etapas e à minha volta as coisas começam a voltar aos eixos. Está tudo encaminhado. Elas estão bem, e de volta. Arranjamos todas trabalho. Começam a construir-se coisas novas mas há um conflito de emoções. Se por um lado compreendo, por outro tenho saudades. Se por um lado estou segura, por outro tenho medo de arriscar. Se sei que já não podia continuar nesta inércia, também sei que agora as coisas se vão complicar, e não a nível de trabalho. Sei que muitas pessoas matariam para ter esta oportunidade e sei que, como ele diz "é um investimento", mas isso não me descansa....
Sinto-me (novamente) perdida entre o que sei que quero e o que talvez venha a querer...

E isto tudo poderia ser TPM, mas não é....

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Há dias que, como o tempo, se resumem assim:

"Humpf...!"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Há pessoas "estupidamente perfeitas"!
Também não sabia. É um trabalho de pesquisa exaustiva que está a decorrer. Quando tiver a tese final, actualizo.


P.S.- Um dia vou gozar com estes posts altamente lamexas... eu sei que sim, mas não me hei-de arrepender nadinha :)