quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Um ano, mil estórias...
Hoje estive a ler-me porque este espaço faz um ano.
Deixei aqui muitas marcas, a maior parte sem grande credibilidade, como seria de esperar. Mas muitos, muitos desabafos escondidos. Sei que quando o comecei não estava bem. Foi um escape, uma "terapia". E fez-me bem escrever tanta coisa non sense, e fez-me bem partilhar coisas que iam ficar cá dentro guardadas.
Li e recordei muitos momentos. Ri-me com alguns, e lembrei-me de outros que estavam guardados no bolso da memória. Sei que, hoje, estou muito distante dos dias que aqui passaram. Sou uma pessoa muito diferente. Mais calma (apesar de não parecer), mais ponderada, e acima de tudo com mais vontade de levar as coisas na boa. Acho que tem a ver com o facto de não terem sido 365 dias pacíficos. Quando descemos à cave de nós e voltamos, percebemos que as coisas têm de começar a ser encaradas de outra forma. É o ter ido e não querer voltar, nunca, nunca mais. É o crescer a pontapé. Mas acima de tudo é bom saber que estas viagens, e estas estórias, foram acarinhadas pelos amigos de sempre. Foram estórias com personagens novas, que entraram, saíram ou foram ficando pelo lado esquerdo do peito.
Mas o mais importante de tudo é que sei que hoje estou bem melhor.
Obrigada pelos vossos comentários e pela paciência de me lerem *
Deixei aqui muitas marcas, a maior parte sem grande credibilidade, como seria de esperar. Mas muitos, muitos desabafos escondidos. Sei que quando o comecei não estava bem. Foi um escape, uma "terapia". E fez-me bem escrever tanta coisa non sense, e fez-me bem partilhar coisas que iam ficar cá dentro guardadas.
Li e recordei muitos momentos. Ri-me com alguns, e lembrei-me de outros que estavam guardados no bolso da memória. Sei que, hoje, estou muito distante dos dias que aqui passaram. Sou uma pessoa muito diferente. Mais calma (apesar de não parecer), mais ponderada, e acima de tudo com mais vontade de levar as coisas na boa. Acho que tem a ver com o facto de não terem sido 365 dias pacíficos. Quando descemos à cave de nós e voltamos, percebemos que as coisas têm de começar a ser encaradas de outra forma. É o ter ido e não querer voltar, nunca, nunca mais. É o crescer a pontapé. Mas acima de tudo é bom saber que estas viagens, e estas estórias, foram acarinhadas pelos amigos de sempre. Foram estórias com personagens novas, que entraram, saíram ou foram ficando pelo lado esquerdo do peito.
Mas o mais importante de tudo é que sei que hoje estou bem melhor.
Obrigada pelos vossos comentários e pela paciência de me lerem *
domingo, 10 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Eu tenho uma amiga que, por não ser a típica gaja, anda um bocado farta dos homens e dos seus dramas (ainda que goste muito, muito, muito deles. Atenção!). Isto porque nos últimos meses tem apanhado uns erros de casting. O pior de tudo é que descobriu que há padrões, há peças comuns nestes puzzles. Por isso, esta minha amiga, chegou à conclusão que se os homens deixarem de ser uns meninos, as mulheres serão muito mais felizes.
E pergunta-me o meu leitor e meio "Como é que se passa isso prá prática?". Fácil, muito fácil. Acordem prá vidinha, deixem-se de dramas e birrinhas, porque para isso estamos cá nós e se há coisa que não gostamos é que nos roubem esse protagonismo. Não caiam no erro de entrar nos jogos de palavras e lançar ideias dúbias quando, na realidade, não têm estofo para os levar até ao fim. Se não são capazes, não se prestem a mal entendidos, deixem-se estar nos vossos cantinhos a fazer as vossas coisinhas e não mandem boquinhas para as quais não têm resposta. Isto é o que a minha amiga acha. E mais! Não entrem na troca de olhares se saiem a perder e não têm coragem pra dar o primeiro passo e vir falar sobre assuntos pendentes. Se a coisa correr mal, nunca nos roubem o papel de vítima, é o minimo! Não entrem em jogos psicológicos para tentarem virar as coisas a vosso favor, nós ganhamos sempre. Não nos olhem de lado (e de frente, e de costas, porque nós topamos sempre tudo!), não nos provoquem e não se metam à toa na nossa vida! Acima de tudo, com todo o carinho... não nos chateiem a menos que valham realmente a pena. E a minha amiga diz que lá nisso de perceberem se valem a pena ou não, vocês não são sensatos, por isso, arrumem o ego no bolso e disfarcem o beicinho.
Pelo sim, pelo não, tomem o banhinho porque há sempre tótós a não ligar ao que a minha amiga diz!
E pergunta-me o meu leitor e meio "Como é que se passa isso prá prática?". Fácil, muito fácil. Acordem prá vidinha, deixem-se de dramas e birrinhas, porque para isso estamos cá nós e se há coisa que não gostamos é que nos roubem esse protagonismo. Não caiam no erro de entrar nos jogos de palavras e lançar ideias dúbias quando, na realidade, não têm estofo para os levar até ao fim. Se não são capazes, não se prestem a mal entendidos, deixem-se estar nos vossos cantinhos a fazer as vossas coisinhas e não mandem boquinhas para as quais não têm resposta. Isto é o que a minha amiga acha. E mais! Não entrem na troca de olhares se saiem a perder e não têm coragem pra dar o primeiro passo e vir falar sobre assuntos pendentes. Se a coisa correr mal, nunca nos roubem o papel de vítima, é o minimo! Não entrem em jogos psicológicos para tentarem virar as coisas a vosso favor, nós ganhamos sempre. Não nos olhem de lado (e de frente, e de costas, porque nós topamos sempre tudo!), não nos provoquem e não se metam à toa na nossa vida! Acima de tudo, com todo o carinho... não nos chateiem a menos que valham realmente a pena. E a minha amiga diz que lá nisso de perceberem se valem a pena ou não, vocês não são sensatos, por isso, arrumem o ego no bolso e disfarcem o beicinho.
Pelo sim, pelo não, tomem o banhinho porque há sempre tótós a não ligar ao que a minha amiga diz!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
2009 foi o ano em que a minha vida decidiu que "equilíbrio" era um cliché e que isto tinha muito mais piada se crescesse a pontapé... As "to do list" soam a compromisso e são quase sempre utópicas, por isso deixo a minha "Wish list" pra 2010, porque este ano descobri que nem tudo depende sempre, e só, de mim.
Ano novo, vida nova...
Amigos novos (e os de sempre), família nova (espero mais membros!), estórias novas, sorrisos novos, partilhas novas, dias novos, noites novas, caminhos novos, fotos novas, festas novas, sítios novos, terras novas, conversas novas, abraços novos, beijos novos, objectivos novos, sucessos novos, praias novas, outonos novos, afectos novos, sentimentos novos, esperança nova, pensamentos novos (porque os velhos são lixo), confiança nova, cartas novas, livros novos, filmes novos, romances novos, músicas novas, palcos novos, projectos novos, medos novos, desafios novos.....
Provavelmente esqueci-me de muitas coisas importantes mas como estou com uma moral do caraças para enfrentar 2010....
...que se foda 2009!
BOM ANO
Ano novo, vida nova...
Amigos novos (e os de sempre), família nova (espero mais membros!), estórias novas, sorrisos novos, partilhas novas, dias novos, noites novas, caminhos novos, fotos novas, festas novas, sítios novos, terras novas, conversas novas, abraços novos, beijos novos, objectivos novos, sucessos novos, praias novas, outonos novos, afectos novos, sentimentos novos, esperança nova, pensamentos novos (porque os velhos são lixo), confiança nova, cartas novas, livros novos, filmes novos, romances novos, músicas novas, palcos novos, projectos novos, medos novos, desafios novos.....
Provavelmente esqueci-me de muitas coisas importantes mas como estou com uma moral do caraças para enfrentar 2010....
...que se foda 2009!
BOM ANO
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
Os argumentos apagam-se na memória, e até as zangas têm prazo de validade.
E hoje somos nós, as mesmas de sempre....
Aquelas que corriam e brincavam. As que sorriam e escondiam segredos. As que deram a volta ao mundo a sonhar acordadas com futuros felizes e dançavam. As que cresceram juntas, as que partilharam caminhos. Aquelas que contavam todas as aventuras e estavam sempre de braços abertos. As que tinham amigos em comum e estórias cruzadas. As que passavam férias juntas e faziam promessas eternas de amizade. As que cresceram, mudaram de amigos, de escolas, de personalidade.
Aquelas que se tornaram independentes, uma da outra até... As que se afastaram e deixaram de se conhecer, que viveram por si, sem dar notícias. Aquelas que falavam só nos anos e no natal. Aquelas que deixaram de ir às festas uma da outra, que não saíram juntas à noite, que não foram a jantares da faculdade, que deixaram de partilhar segredos e mágoas. As que não souberam nada uma da outra durante tempo demais...
As que, finalmente reconheceram sentir saudades e deram as mãos.
Hoje recuperei a minha melhor amiga de sempre, e esta amizade vale por tantas perdas....
E hoje somos nós, as mesmas de sempre....
Aquelas que corriam e brincavam. As que sorriam e escondiam segredos. As que deram a volta ao mundo a sonhar acordadas com futuros felizes e dançavam. As que cresceram juntas, as que partilharam caminhos. Aquelas que contavam todas as aventuras e estavam sempre de braços abertos. As que tinham amigos em comum e estórias cruzadas. As que passavam férias juntas e faziam promessas eternas de amizade. As que cresceram, mudaram de amigos, de escolas, de personalidade.
Aquelas que se tornaram independentes, uma da outra até... As que se afastaram e deixaram de se conhecer, que viveram por si, sem dar notícias. Aquelas que falavam só nos anos e no natal. Aquelas que deixaram de ir às festas uma da outra, que não saíram juntas à noite, que não foram a jantares da faculdade, que deixaram de partilhar segredos e mágoas. As que não souberam nada uma da outra durante tempo demais...
As que, finalmente reconheceram sentir saudades e deram as mãos.
Hoje recuperei a minha melhor amiga de sempre, e esta amizade vale por tantas perdas....
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
"Dá-me atenção que tou doente."
"Isso é gripe A. Toma paracetamol e fica em casa que isso passa."
"Mas eu ainda nem me queixei! Podes fingir que te preocupas e perguntar-me os sintomas?"
"Não vale a pena, é gripe A"
"Mas eu nem sequer tenho gripe!!!!"
"Seja gripe A ou não os sintomas são os mesmos. Toda a gente tem gripe nesta época do ano, por isso tu também tens gripe"
"É por isso que odeio médicos!"
"Então vá conta-me lá o que tens...."
Com amigos assim... mais vale não me queixar!
"Isso é gripe A. Toma paracetamol e fica em casa que isso passa."
"Mas eu ainda nem me queixei! Podes fingir que te preocupas e perguntar-me os sintomas?"
"Não vale a pena, é gripe A"
"Mas eu nem sequer tenho gripe!!!!"
"Seja gripe A ou não os sintomas são os mesmos. Toda a gente tem gripe nesta época do ano, por isso tu também tens gripe"
"É por isso que odeio médicos!"
"Então vá conta-me lá o que tens...."
Com amigos assim... mais vale não me queixar!
domingo, 15 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Supondo que a estória de Aladim tem um fundo de verdade, e não estando eu sob efeito de substâncias ilícitas (prometo!), e tendo a oportunidade de concretizar três desejos, eu pedia um. Sem fortunas, sem luxúria, sem extravagância, pedi-lhe apenas um desejo.
Ver o futuro.
Tenho uma curiosidade infinita de saber quem vai estar comigo, se tomei as opções correctas e se vou ser feliz. Se vou ter emprego (remunerado entenda-se) e se consequentemente vou viver num sítio que não seja debaixo da ponte. Se vou ser mãe e tia, se vou ser directora ou assistente. Se as minhas amigas vão continuar a ser as de sempre e se vão ter o sucesso que lhes desejo. Se vão haver jantares à moda antiga, e noitadas, e risadas. Se vou viajar e fazer aquilo que gosto. Se vou viver sozinha ou se te vou conhecer. Se vou continuar a gostar do Outono e de canela. Se vou ter um closet de sonho ou andar a contar tostões pra chegar ao fim do mês. Se vou ser independente. Se vou continuar a sonhar. Se vou continuar a debater-me pelas minhas causas (tão minhas, tão minhas, que muitas são non sense). Se vou ser capaz de ajudar e fazer as coisas que planeei. Se vou ser livre. Se vou fazer alguma coisa de útil pelo mundo. Se vou ter muitas quedas e se vou ser capaz de me erguer de todas. Se vou continuar parva e se vou continuar teimosa. Se vou continuar eu...
Mas, se ele me dissesse tudo, a vidinha perdia a piada...
É por estas e por outras que não esfrego lâmpadas!
Ver o futuro.
Tenho uma curiosidade infinita de saber quem vai estar comigo, se tomei as opções correctas e se vou ser feliz. Se vou ter emprego (remunerado entenda-se) e se consequentemente vou viver num sítio que não seja debaixo da ponte. Se vou ser mãe e tia, se vou ser directora ou assistente. Se as minhas amigas vão continuar a ser as de sempre e se vão ter o sucesso que lhes desejo. Se vão haver jantares à moda antiga, e noitadas, e risadas. Se vou viajar e fazer aquilo que gosto. Se vou viver sozinha ou se te vou conhecer. Se vou continuar a gostar do Outono e de canela. Se vou ter um closet de sonho ou andar a contar tostões pra chegar ao fim do mês. Se vou ser independente. Se vou continuar a sonhar. Se vou continuar a debater-me pelas minhas causas (tão minhas, tão minhas, que muitas são non sense). Se vou ser capaz de ajudar e fazer as coisas que planeei. Se vou ser livre. Se vou fazer alguma coisa de útil pelo mundo. Se vou ter muitas quedas e se vou ser capaz de me erguer de todas. Se vou continuar parva e se vou continuar teimosa. Se vou continuar eu...
Mas, se ele me dissesse tudo, a vidinha perdia a piada...
É por estas e por outras que não esfrego lâmpadas!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Se considerarmos que a vida tem semelhanças com o processo de revelação analógico, é tudo uma questão de escalas de cinzentos.
Ou se sabe misturar os líquidos que ela nos dá, ou os brancos e os pretos misturam-se numa mancha.
Ou se foca bem os objectivos, ou teremos caminhos desfocados.
Em última instância ou se revela à luz negra, ou se queimam as verdades....
Ou se sabe misturar os líquidos que ela nos dá, ou os brancos e os pretos misturam-se numa mancha.
Ou se foca bem os objectivos, ou teremos caminhos desfocados.
Em última instância ou se revela à luz negra, ou se queimam as verdades....
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Gosto...
Porque hoje reatei a relação com a minha amiga dos "clicks"
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O bipolar de nós
Em cada um de nós há um bipolar que aclama p'la sinceridade mas que se recusa a ouvi-la...
Um ser perfeitamente imperfeito que se baralha entre o que sabe que deve fazer e o que não faz a medo...
Um ser perfeitamente imperfeito que se baralha entre o que sabe que deve fazer e o que não faz a medo...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
"Um grande amor cura-se com outro grande amor"
Sobre esta frase só tenho a dizer que devia ser proibida a venda de substâncias ilícitas, especialmente a pessoas susceptíveis de criarem teorias deste género. Até porque é mentira!
Um grande amor cura-se com lágrimas, gritos, dor, desespero, puxar de cabelos, humilhação e tudo o mais, conforme manda a lei da gaja.
Depois com as amigas, aquelas de ombros grandes e braços sempre abertos, as que dão festinhas e as que dão carolos, as verdadeiras portanto! Com amigos parvos que não dão uma para a caixa e se estão a lixar para os nossos dramazinhos, mas mesmo assim nos fazem rir. Com pessoas que não nos conhecem bem e mesmo assim nos abrem os olhos para ver coisas diferentes e nos dão a esperança de um futuro melhor. Com compras, roupas novas, maquilhagem, push-ups daqueles que puxam as mamas e o ego até ao nariz, com jantares, com copos, com piadas, com gargalhadas, com histórias (umas para contar, outras para esquecer...). Com dias de praia fora de tempo, com noitadas, com esplanadas e cafés, com conversas non sense, com falsas promessas, com verdadeiras promessas, com "não prometo nada". Cura-se com um "podes confiar em mim" seguido de um pensado [mas amanhã não te vou ligar]. Cura-se com novas (des)ilusões, com trabalho, com amor próprio, com auto-estima. Com pouco tempo pra ter vida, com pouco tempo pra descansar, com pouco tempo para pensar.
Acima de tudo cura-se com força de vontade de seguir, de ser feliz, de sorrir mais, de se zangar menos, de dar menor importância ao que não importa, de dar mais importância às amizades....
Tudo se cura as mil vontades de novos começos e de viver novas estórias...
Sobre esta frase só tenho a dizer que devia ser proibida a venda de substâncias ilícitas, especialmente a pessoas susceptíveis de criarem teorias deste género. Até porque é mentira!
Um grande amor cura-se com lágrimas, gritos, dor, desespero, puxar de cabelos, humilhação e tudo o mais, conforme manda a lei da gaja.
Depois com as amigas, aquelas de ombros grandes e braços sempre abertos, as que dão festinhas e as que dão carolos, as verdadeiras portanto! Com amigos parvos que não dão uma para a caixa e se estão a lixar para os nossos dramazinhos, mas mesmo assim nos fazem rir. Com pessoas que não nos conhecem bem e mesmo assim nos abrem os olhos para ver coisas diferentes e nos dão a esperança de um futuro melhor. Com compras, roupas novas, maquilhagem, push-ups daqueles que puxam as mamas e o ego até ao nariz, com jantares, com copos, com piadas, com gargalhadas, com histórias (umas para contar, outras para esquecer...). Com dias de praia fora de tempo, com noitadas, com esplanadas e cafés, com conversas non sense, com falsas promessas, com verdadeiras promessas, com "não prometo nada". Cura-se com um "podes confiar em mim" seguido de um pensado [mas amanhã não te vou ligar]. Cura-se com novas (des)ilusões, com trabalho, com amor próprio, com auto-estima. Com pouco tempo pra ter vida, com pouco tempo pra descansar, com pouco tempo para pensar.
Acima de tudo cura-se com força de vontade de seguir, de ser feliz, de sorrir mais, de se zangar menos, de dar menor importância ao que não importa, de dar mais importância às amizades....
Tudo se cura as mil vontades de novos começos e de viver novas estórias...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Sempre que alguém chorava, ela esticava a manga, o ombro e o coração.
Sempre que alguém estava triste, ela rebuscava o sorriso.
Sempre que alguém precisava de falar, ela abria os olhos e arregalava a atenção.
Sempre que alguém estava em baixo, ela tirava do bolso direito do peito a amizade.
Sempre que alguém se refugiava no escuro, ela acendia uma lanterna e guiava pela mão.
Sempre que a vida pregava rasteiras a alguém, ela defendia com unhas, dentes e amor.
Guardou o seu choro algumas vezes, e limpou as lágrimas dos outros.
Escondeu a sua tristeza e sorria só pelo prazer de fazer sorrir também .
Atracou palavras à garganta, para ouvir problemas maiores.
Fingia erguer-se em pontas dos pés.
Saía da sombra para encaminhar os perdidos.
Caiu e levantou-se, mas nunca por ela. Apenas por saber que era precisa...
Um dia as lágrimas secaram, as tristezas foram substituídas por novos caminhos, as palavras tornaram-se doces, a escuridão mirrou. Todos seguiram o seu rumo...
E ela passou a um eco da memória...
Porque hoje, ela precisou de alguém como ela, mas alguém não apareceu.
Sempre que alguém estava triste, ela rebuscava o sorriso.
Sempre que alguém precisava de falar, ela abria os olhos e arregalava a atenção.
Sempre que alguém estava em baixo, ela tirava do bolso direito do peito a amizade.
Sempre que alguém se refugiava no escuro, ela acendia uma lanterna e guiava pela mão.
Sempre que a vida pregava rasteiras a alguém, ela defendia com unhas, dentes e amor.
Guardou o seu choro algumas vezes, e limpou as lágrimas dos outros.
Escondeu a sua tristeza e sorria só pelo prazer de fazer sorrir também .
Atracou palavras à garganta, para ouvir problemas maiores.
Fingia erguer-se em pontas dos pés.
Saía da sombra para encaminhar os perdidos.
Caiu e levantou-se, mas nunca por ela. Apenas por saber que era precisa...
Um dia as lágrimas secaram, as tristezas foram substituídas por novos caminhos, as palavras tornaram-se doces, a escuridão mirrou. Todos seguiram o seu rumo...
E ela passou a um eco da memória...
Porque hoje, ela precisou de alguém como ela, mas alguém não apareceu.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
É bom sentir que, por muitos anos que passem, há cumplicidades que se mantêm.
Na verdade, pouco mudou desde os tempos em que se faziam planos para o futuro, se mascarava a idade com conversas de adulto e se escolhiam destinos.
Agora que cá chegamos, ao futuro, e que nada corresponde ao delineado, é bom saber que ainda nos vamos cruzando.
Hoje recordei coisas de vidas passadas porque há pessoas intemporais...
Na verdade, pouco mudou desde os tempos em que se faziam planos para o futuro, se mascarava a idade com conversas de adulto e se escolhiam destinos.
Agora que cá chegamos, ao futuro, e que nada corresponde ao delineado, é bom saber que ainda nos vamos cruzando.
Hoje recordei coisas de vidas passadas porque há pessoas intemporais...
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
O Fim...
O fim é uma pedra que se carrega no peito. É escuro, deprimente, obsessivo, doloroso. É inquietante, rebaixa-nos, faz-nos rastejar e descer à cave de nós.
Agora, a largos passos do que fui e do meu fim, vejo que o fim é sobrevalorizado.
O fim, ao fim de contas feitas, dá-nos um pontapé. Após o primeiro murro no estômago que nos faz recuar, o fim acaba por nos dar um pontapé que nos faz avançar rumo a novos caminhos. O fim é um tipo sem personalidade que nunca chega a ser mesmo o final. Ninguém vive para sempre num fim!
Queimem-se as recordações, muralhem-se as cidades, apaguem-se as pegadas, deixe-se de olhar por cima do ombro, adaptem-se às novas condições. Tranquem-se as portas e enterrem-se as chaves para nunca mais voltar aos mesmos quartos e aos mesmos fins.
São os maus momentos que nos fazem conhecer grandes pessoas, e é nesta viagem que nos apercebemos que nem tudo é comprado com dinheiro.
Aproximar de umas e afastar de outras é um ciclo que agora faz todo o sentido.
O fim é só o primeiro passo para novos começos. Novos sorrisos, novas pessoas, novas experiências, novos locais, novas cumplicidades, novas partilhas, novas viagens!
E ainda bem que assim é....
[Esta lição de vida também serve para ti ]
Agora, a largos passos do que fui e do meu fim, vejo que o fim é sobrevalorizado.
O fim, ao fim de contas feitas, dá-nos um pontapé. Após o primeiro murro no estômago que nos faz recuar, o fim acaba por nos dar um pontapé que nos faz avançar rumo a novos caminhos. O fim é um tipo sem personalidade que nunca chega a ser mesmo o final. Ninguém vive para sempre num fim!
Queimem-se as recordações, muralhem-se as cidades, apaguem-se as pegadas, deixe-se de olhar por cima do ombro, adaptem-se às novas condições. Tranquem-se as portas e enterrem-se as chaves para nunca mais voltar aos mesmos quartos e aos mesmos fins.
São os maus momentos que nos fazem conhecer grandes pessoas, e é nesta viagem que nos apercebemos que nem tudo é comprado com dinheiro.
Aproximar de umas e afastar de outras é um ciclo que agora faz todo o sentido.
O fim é só o primeiro passo para novos começos. Novos sorrisos, novas pessoas, novas experiências, novos locais, novas cumplicidades, novas partilhas, novas viagens!
E ainda bem que assim é....
[Esta lição de vida também serve para ti ]
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